5 Mitos de imagem

Aposto que já ouviu ou disse algumas destas frases. Na verdade, a maioria das mulheres ainda alimenta a ideia de que se deve adaptar à roupa e não o contrário.

Ou então, acredita que o corpo se mantém sempre igual, ao longo dos anos, pelo que a peça que usava aos 20 anos deve ser uma meta a atingir mesmo aos 40.

Por isso, tal como afirma Taryn Brumfitt, fundadora do Body Image Movement (BIM), e que protagonizou o documentário “Embrace“:

“Não percam mais um dia da vossa vida em guerra com o vosso corpo. Aceitem-no!”

Estes mitos de imagem apenas contribuem para ter um armário a abarrotar de roupa (as que usa e as que já deixou de usar há algum tempo), bem como criar inseguranças em relação ao seu corpo.

5 Mitos de imagem 
1.Vou guardar esta peça de roupa para quando emagrecer

Não há problema nenhum em querer conservar peças de roupa para o caso de perder (ou ganhar) algum peso, sobretudo quando passa por períodos de mudança. No entanto, se tem artigos que já não usa há mais de dois anos, então o mais provável é que estes fiquem esquecidos e a ocupar espaço no armário. Seja realista e não tenha receio de se desfazer de peças que já não usa. Aproveite esta ocasião para ajudar outras pessoas ou então revenda os artigos numa plataforma online ou loja de roupas em segunda mão.

2. Comprei estas calças abaixo do meu tamanho como uma meta a atingir 

Este é um erro frequente. Comprar roupa que lhe fica apertada, por achar que vai parecer mais magra, apenas vai fazer com que se sinta desconfortável. Além disso, não vale a pena comprar roupa que não lhe serve, por que só lhe vai criar mais ansiedade e afetar a sua autoestima. É a roupa que se deve adaptar ao seu tipo de corpo e não o contrário. Compre de acordo com as suas necessidades reais.

3. Não tenho nada para vestir

Não imaginam a quantidade de pessoas, que têm imensa roupa e, contudo, têm a sensação de que não têm nada para vestir. Neste caso, é necessário avaliar se a roupa que tem deixou de se adequar ao seu estilo de vida e profissão, por exemplo por que foi mãe ou mudou de emprego; se já não lhe serve, por ter mudado de tamanho; ou se simplesmente as peças não combinam entre si, limitando a opção de coordenados. Não compre o que não lhe faz falta ou não se adequa ao seu estilo de vida e lembre-se do que já tem no roupeiro, de forma a complementar o seu guarda roupa.

4. Estou gorda e nada me fica bem

Se ganhou algum peso e, de repente, sente que tudo o que veste não lhe “assenta” bem, então analise primeiro quais são os modelos que mais valorizam o seu tipo de corpo. É importante que se sinta confortável e bem com o que veste, por isso prepare-se para fazer algumas alterações e considerar outras opções, caso seja necessário. Esta mudança pode passar por comprar as mesmas peças num ou mais tamanhos acima (em vez de andar com a roupa apertada) ou escolher outro tipo de formatos. Mas saiba que existem sempre boas opções para si, independentemente do seu peso.

5. Não dou importância à lingerie, pois esta fica escondida

A questão é que nem sempre a lingerie fica invisível por debaixo da roupa. Por certo, já reparou na marca das cuecas, sob umas calças ou saia mais justa, ou no elástico de soutien, que por estar tão justo forma pneus nas costas. Já para nem falar do desconforto que causa ter um soutien apertado, que não sustente devidamente o peito, faça comichão ou cujas alças magoem.

Além disso, escolha a roupa interior de acordo com o que vai vestir, ao nível da cor, corte e textura. Por exemplo, se vestir uma camisa branca opte por um soutien cor de pele. Se usar roupa mais justa recorra a uma cinta modeladora e a cuecas sem costura e com corte a laser. Se tem um decote generoso, então opte por um soutien mais cavado no peito. A lingerie é fundamental para que a roupa assente bem no corpo.

 

Identificam-se com algumas destas frases?

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Imagens: Body Image Movement

Rita Carvalho

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