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City Break: Viagem a Londres

Se está a pensar ir até Londres, comece a planear a sua viagem, de forma a tirar o melhor partido desta capital europeia. Londres é uma cidade grande, por isso prepare-se para caminhar vários quilómetros todos os dias. Uma boa dica é calçar ténis, vestir-se por camadas e levar um impermeável ou a clássica trench coat, pois é muito frequente chover. Aproveite para descansar nos diversos cafés e parques da cidade, pois vai precisar de recarregar energias ao longo do dia.

Londres tem alguns dos melhores museus do mundo, parques fantásticos, mercados de rua, vários musicais premiados em cartaz e muitas marcas que não encontra em Portugal. Por isso, o meu conselho é tirar pelo menos quatro dias para percorrer a cidade. Mas mesmo com a descida da libra, após o anúncio do Brexit, prepare-se para gastar algum dinheiro, sobretudo se pretender ver as principais atrações, fazer compras e viajar com a família.

Invista num guia de viagem, eu comprei o da CityPack, pois existem vários com mapas da cidade, da rede de metro e de autocarros, e com informação sucinta sobre os principais pontos turísticos, o que vai ajudar na preparação da viagem e a orientar-se em Londres.

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Se procura um hotel, o melhor será pesquisar no Booking.com, que tem centenas de ofertas de alojamento, dos mais variados preços e localizações e na qual pode ainda consultar os comentários dos hóspedes, o que pode ser muito útil na hora de tomar uma decisão. Prefira um hotel central e próximo de uma estação de metro, se o seu objetivo for percorrer o centro da capital.

Eu fiquei na Belgrave Road, próximo da estação de metro e de comboios Victoria, na qual pode encontrar mais de uma dezena de hotéis a uma boa relação qualidade-preço. Um pormenor importante é que a maior parte dos hotéis não inclui pequeno almoço e alguns não têm elevador, por isso certifique-se do que está incluído no valor do alojamento. Outro ponto a considerar, é escolher um hotel com wi-fi.

Se aterrar no aeroporto de Heathrow, o melhor será apanhar o metro até ao centro da cidade, mas prepare-se para fazer pelo menos uma hora de viagem, dependendo do local do hotel. Eu comprei o passe de uma semana (£40), que é um bom investimento, pois a rede de metro cobre a maior parte da cidade e é bastante rápido, embora por vezes tenha de andar quilómetros para mudar de linha em algumas das estações. Porém, prepare-se para subir e descer várias escadas, sobretudo se levar consigo malas ou um carrinho de bebé, pois a maior parte das estações de metro não tem elevador.

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Os autocarros Hop On Hop Off também são uma excelente opção para passear pela cidade, pois percorrem os principais pontos turísticos, através das várias rotas (£25, bilhete 24h).

Museus e Edifícios Históricos em Londres

Se gosta de visitar museus, então prepare-se para ver alguns dos maiores museus do mundo e para passar grande parte do seu dia a visitar exposições. Na maioria dos museus a entrada é gratuita e estes fecham mais tarde à sexta-feira (dependendo da altura do ano), por isso aproveite para visitar o British Museum, a National Gallery, a National Portrait Gallery, o Tate Britain, o Tate Modern e o Victoria & Albert Museum. Acredite que vai valer mesmo a pena passar um bom tempo a conhecer as magníficas exposições destes espaços. Além disso, a maior parte dos edifícios tem boas cafetarias e restaurantes, nos quais pode ter um almoço saudável ou lanchar, enquanto descansa um pouco.

Se gosta de moda e de artes decorativas, o Victoria and Albert Museum é de visita obrigatória, com peças de todo o mundo distribuídas pelos seis andares. Sempre que lá vou aproveito para visitar as exposições temporárias de moda. Até março de 2017, pode visitar uma retrospetiva de roupa interior e lingerie – Undressed: A Brief History of Underwear –, desde o século XVIII até à atualidade (entrada: £12).

É interessante ver como a roupa interior evoluiu ao longo dos tempos, tendo em conta a evolução da moda, mas também dos padrões estéticos, sociais e morais de cada época. E acredite que se vai surpreender com a largura dos corpetes na cintura. Ou seja, não é difícil perceber por que é que algumas mulheres tinham dificuldade em respirar e chegavam a ficar com costelas partidas, tendo em conta a pressão exercida sobre os órgãos internos.

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No piso superior da exposição, pode ver de que forma a lingerie passou de roupa interior para ser uma peça exterior e até mesmo um artigo de luxo. Aqui encontra expostas peças usadas por Kate Moss, Gwyneth Paltrow e Madonna, dos mais conceituados designers, como Dior, Calvin Klein ou Alexander McQueen. Visite, ainda, a loja do museu, na qual vai deixar-se encantar por muitas peças de design, bijuteria, loiça e livros.

Se pretende conhecer alguns dos mais famosos retratos de personalidades britânicas e jovens artistas contemporâneos, a National Portrait Gallery apresenta uma galeria de arte moderna, com quadros e fotografias, que inclui a exposição anual BP Portrait Award 2016 com os jovens talentos de pintura premiados (entrada livre).

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O Museu de Madame Tussaud é um dos locais mais visitados de Londres, por isso prepare-se para ficar numa longa fila de espera para conseguir entrar e ver algumas das centenas de figuras de cera de famosos. Vale mesmo a pena, mas pode ter de esperar quase uma hora para entrar e vai pagar £29 de entrada (ou £50, se preferir uma entrada prioritária). O meu conselho é comprar um bilhete combinado para 2, 3 ou 4 atrações de Londres, de modo a poupar tempo (nas filas para as bilheteiras) e beneficiar de descontos. Eu recomendo o combinado para o London Eye e o Madame Tussaud (por £39).

O Tate Modern é uma referência obrigatória para quem gosta de arte contemporânea, mas também pela fantástica vista 360º sobre Londres, que pode desfrutar a partir do top floor do terraço do novo edifício do museu (entrada livre). Na sexta e sábado, o Tate Modern está aberto das 10h00 às 22h00. Contudo, prepare-se para tirar pelo menos meio dia para conseguir visitar os dois edifícios. O bar no piso 6 é um bom local para descansar e recuperar as energias, mas também para apreciar a vista magnífica para a Catedral de St. Paul. As várias lojas do Tate Modern também têm disponíveis gravuras, objetos de design e uma livraria. Aliás, se gosta de livros, aqui pode comprar títulos que não encontra à venda em Portugal. No caso da seção de moda e design, vai encontrar uma boa variedade de obras de referência.

Se viu o filme A Paixão de Shakespeare, com Gwyneth Paltrow e Joseph Fiennes, e tem curiosidade de conhecer o cenário desta produção histórica, então aproveite para fazer uma visita guiada ao Shakespeare Globe Theatre, que fica muito próximo do Tate Modern (entrada: £15). Este teatro, construído no tempo de Shakespeare, ainda apresenta peças deste dramaturgo e dos seus contemporâneos, mas só o palco e a área dos bancos são cobertas, pelo que se optar pelos bilhetes mais baratos (a partir das £5) pode arriscar-se a ter de ficar de pé e a apanhar chuva enquanto assiste à peça, tendo em conta o tempo que faz em Londres, mas sem dúvida que será uma experiência verdadeiramente shakespeariana…

Eu decidi também fazer uma visita guiada ao Parlamento Britânico, localizado no Westminster Palace, junto ao rio Tamisa, também conhecido como Houses of Parliament, o centro das principais decisões e onde são criadas as leis que regem o Reino Unido, pelo Governo de Sua Majestade, a rainha Isabel II. O Parlamento é formado pela Câmara dos Comuns (House of Commons) e pela Câmara dos Lordes (House of Lords). Anualmente, a Sala da Rainha (Queen’s Robing Room) é aberta para receber a monarca, já que esta apresenta em cada ano uma série de projetos de lei ou propostas para a criação de novas leis. Um dos maiores ícones de Londres, o Big Ben, está localizado neste complexo de edifícios, sendo uma das atrações mais procuradas pelos turistas para tirar uma selfie.

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Neste caso, é preciso estar atento aos dias disponíveis para visitas, já que apenas é possível quando não existem sessões a decorrer, e comprar o bilhete com antecedência, pois tem hora marcada (£25.50). A visita tem a duração de uma hora, mas é bastante interessante para ficar a conhecer um pouco melhor a história do Reino Unido e os locais onde decorrem as sessões do governo. Por motivos de segurança, prepare-se para chegar 20 minutos mais cedo, em relação à hora marcada, e não são permitidas fotos durante a visita, ou terá de enfrentar uma chamada de atenção por parte da polícia britânica. Aqui vai conviver também com uma galeria de algumas das personalidades políticas mais emblemáticas de Inglaterra, como Winston Churchill e Margaret Thatcher.

Próximo do parlamento fica localizada a Abadia de Westminster, conhecida por ser o local onde se realizam as cerimónias de coroação dos monarcas (desde a coroação de Guilherme, o Conquistador, em 1066) e os casamentos reais, como o do Príncipe William e Catherine Middleton, em 2011. A abadia é grande e encontra capelas, a necrópole real e o Poet’s corner. É também o local de sepultura e de memorial de muitas figuras históricas dos últimos mil anos da História britânica, por isso acaba por ser um local sombrio e em alguns casos, até mesmo, claustrofóbico. Mas se quiser evitar uma multidão de turistas opte por visitar este monumento de manhã bem cedo (entrada: £20).

A Nova Londres

Um dos maiores símbolos de Londres é sem dúvida o London Eye, que fica próximo do parlamento, do outro lado do rio, pelo que terá de atravessar a ponte a pé para lá chegar. Porém, prepare-se para enfrentar uma longa fila de espera para a bilheteira, pelo que o melhor é adquirir antes um bilhete combinado, de modo a ter um acesso mais rápido. A entrada apenas para o London Eye custa £21.20, mas se pretender combinar a experiência com um passeio de cruzeiro no rio (River Cruise, duração: 40 minutos) o valor do bilhete combinado é de £28.80.

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A viagem no London Eye é feita numa cápsula de vidro e tem a duração de 30 minutos, oferecendo uma vista incrível sobre Londres, sobretudo se estiver céu limpo, pelo que vai ter oportunidade de tirar dezenas de fotografias. Antes disso pode assistir a um filme 4D sobre a capital. Acho que é um experiência realmente única.

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Se não tem receio de alturas, então aventure-se a ir até ao edifício The Shard, conhecido por ser o prédio mais alto da Europa Ocidental, do famoso arquiteto italiano Renzo Piano. Se pretender subir até aos 69º e 72º andares para apreciar a vista de 360º sobre a cidade prepare-se para pagar £30.95 de entrada.

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No meu caso, resolvi seguir a sugestão de um amigo e optar por ir até um dos bares situados neste edifício icónico, o Aqua Shard e o Oblix, ambos situados no 32º andar, nos quais pode tomar um copo ou uma refeição com uma fantástica vista. Mas atenção que o dress code é Smart Casual, ou seja não é permitida a entrada com calçado desportivo ou chinelos. Um dos restaurantes mais famosos neste local é o Sushisamba, com uma cozinha de fusão do Japão, Brasil e Perú, num cenário sofisticado, inspirado no espaço de Nova Iorque.

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Apesar de já ter terminado, ainda tive a oportunidade de ver Exhibitionism, a primeira exposição internacional dos The Rolling Stones na Saatchi Gallery, que foi um dos pontos altos destas férias em Londres. Esta foi uma viagem realmente impressionante desde o início de carreira da banda, no início dos anos 60, até aos dias de hoje. O percurso inclui cenários como a casa onde viveram, o estúdio de gravação, o guarda-roupa utilizado nos diversos espetáculos, os bastidores de uma digressão e termina com uma atuação ao vivo da banda num filme 3D. A mostra pode ser visitada em Nova Iorque, de 12 a 25 de novembro. Entretanto, pesquise as exposições temporárias desta conhecida galeria se for a Londres.

Food Markets 

Um dos meus locais favoritos é o mercado de Convent Garden, um espaço com muitos restaurantes e lojas, que oferece um ambiente acolhedor e informal, mas ao mesmo tempo rodeado por marcas de luxo, como a Dior. Aqui pode petiscar ou tomar uma bebida. Eu aproveitei para conhecer o restaurante do chef Jamie Oliver – Jamie’s Italian – onde pode degustar uma saborosa refeição a um preço acessível e num ambiente descontraído. E até tem uma empregada de mesa portuguesa para ajudar na escolha dos pratos da ementa, caso tenha alguma dúvida.

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Outro dos espaços mais frequentados pelos londrinos no final da tarde é South Bank, graças à sua localização privilegiada junto ao rio Tamisa, mas também pela variedade de bares, diversões, restaurantes e food markets, que dão vida a esta zona, tornando-a num ponto de encontro entre amigos, que vêm beber uma cerveja e degustar. O Southbank Centre Food Market oferece deliciosos petiscos, com sabores de todo o mundo, para os food lovers. Difícil é arranjar um lugar para se sentar, por isso não estranhe ver dezenas de pessoas sentadas ao longo das escadas e nos passeios da rua a comer. E acredite que depois de um longo dia de caminhada pela capital, os seus pés vão gritar por descanso.

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O mercado mais antigo da cidade e um dos mais populares é o Borough Marketno qual encontra pequenas bancadas com produtos e cozinha de todo o mundo. Mas prepare-se para enfrentar longas filas de espera se for a um sábado, pois é um espaço pequeno e com muito movimento. Além disso, o Borough Market promove com frequência sessões de showcooking com Chef’s e as Borough Talks, ou seja conversas à volta de temas relacionados com comida. De setembro a dezembro, o mercado convidou Chef’s de renome para participarem no evento Kitchen’s Thursday lunchtime, e dar a conhecer as suas especialidades ao público.

Para quem prefere uma refeição rápida, saudável e económica, recomendo o Pret a Manger, uma cadeia de fast food britânica de comida saudável, com vários restaurantes em toda a cidade. O Pret a Manger utiliza alimentos naturais, feitos de forma artesanal, sem produtos químicos ou conservantes. Aqui encontra uma oferta muito variada, desde saladas, sandes, refeições quentes, sopas, frutas, iogurtes e sobremesas, muito ao estilo dos restaurantes “Go Natural” em Portugal.

Outra sugestão é almoçar nos restaurantes dos principais museus britânicos, que além de serem espaços bastante agradáveis, têm uma boa oferta de restauração e a preços acessíveis.

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Victoria & Albert Museum

Londres pode ser cinzenta e chuvosa, mas tem tanta oferta que difícil é escolher o que fazer em poucos dias. Por isso, não deixe de planear a viagem e de consultar o que está em cartaz.

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Rita Carvalho

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