Seja Parisiense: Guia de amor, estilo… e maus hábitos

Recentemente, Caroline de Maigret esteve em Lisboa, na Bertrand do Chiado, para uma sessão de autógrafos de “Seja Parisiense, Onde quer que esteja”, obra da qual é co-autora. Não tive oportunidade de ir conhecê-la, mas como já tinha o livro decidi abordar o assunto.

Para as mais distraídas, que talvez ainda não tenham reparado, o estilo das parisienses está na ordem do dia. Existem centenas de artigos e vídeos publicados, tanto em blogs, como em publicações de moda e lifestyle. Quase somos levadas a crer que as parisienses encontraram a fórmula mágica.

E lá ficamos a imaginar a imagem da parisiense charmosa, elegante e perfeita, que revela os seus gostos mais sofisticados e vive uma vida urbana e cosmopolita, recheada de locais, pessoas e convites interessantes, daqueles que nos deixam literalmente a morrer de inveja. Até comer uma baguette parece um momento très chic!

Aliás, já tinha dedicado um artigo a este tema pois, nos mais recentes anos, muitos destes livros têm tido um enorme sucesso. Como é o caso de “A Parisiense”, de Ines de La Fressange, a ex-modelo francesa que foi o rosto da Chanel nos anos 80, atual designer e empresária, mas também de Garance Doré, uma designer e fotógrafa francesa, autora do blog Atelier Doré e do livro “Love x Style x Life”.

Mas quem abre o livro, rapidamente percebe que este guia de “amor, estilo…e maus hábitos” vai além das clássicas dicas de estilo e das listas de peças, que as francesas não abdicam. Este retrato dos estereótipos associados às parisienses é narrado com algum humor e, até mesmo, uma boa dose de sarcasmo. Um livro dedicado às mulheres independentes, da era moderna, senhoras do seu nariz e que não têm receio de se afirmar, com todas as virtudes e defeitos.

“As parisienses não possuem o gene da elegância, nem sempre têm bom feitio, e não, não são mães perfeitas. São imperfeitas, desarrumadas, desleais e exprimem-se de forma vaga” Caroline de Maigret

As primeiras páginas do livro são um aperitivo do que nos espera. Uma espécie de manual de sobrevivência, no qual são partilhadas as experiências, angústias e pontos de vista femininos, quer seja na moda ou política, mas também na relação com os homens, o chefe ou os filhos. Por que a vida é complexa, desafiante e mutável. O que hoje para nós é palavra de ordem, no futuro poderá ser apenas uma memória, uma recordação.

Vejam este divertido vídeo da Vogue com Caroline e “Os 5 Exercícios das Parisienses”:

De leitura fácil e, por vezes, divertida e provocadora, o livro está dividido em cinco temáticas centrais: “Os grandes princípios”, “Assume os teus maus hábitos”, “Cultiva a tua apresentação”, “Ousa amar” e “Alguns conselhos parisienses”, que refletem os valores, princípios e estilo de vida para “ser parisiense, onde quer que esteja”. Mesmo que viva bem distante da capital (e realidade) francesa. Por isso, deixo-vos aqui uma prova do que podem saborear neste livro.

10 Princípios da Parisiense – A recitar todas as noites na cama, mesmo bêbeda
  1. Não tenhas medo de envelhecer. Não tenhas medo de nada. A não ser do medo
  2. Se o teu guarda roupa só puder incluir uma camisola, que seja de caxemira
  3. É preciso viver com o sexo oposto e não contra ele – exceto quando fazes amor
  4. Sê infiel: trai o teu perfume, mas só em dias frios
  5. A cultura é como ingerir alimentos frescos: põe-te as faces rosadas
  6. Tem consciência das tuas qualidades e dos teus defeitos. Cultiva-os secretamente, mas não te apaixones por eles
  7. Apaga o esforço. Tudo deve parecer fácil e ligeiro
  8. Demasiada maquilhagem, demasiadas cores, demasiados acessórios…Respira. Aligeira. Reduz
  9. És a tua própria heroína, antes de mais
  10. A moda domina o mundo. As parisienses dominam a moda. Será verdade? Não importa. O mundo precisa de lendas

Se esta é uma obra que vai mudar a sua vida e transformá-la numa pessoa melhor? Não. Mas é um convite a uma leitura descontraída, bem disposta e reflexão sobre os hábitos, posturas, virtudes e manias. E quem sabe, compreender que tal como escreveu Augusto Cury: “De génio e de louco todo o mundo tem um pouco”.

À bientôt!

Acompanhem-me também na página de Facebook Instagram

Rita Carvalho

Comentários sobre o post

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.