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Aplique o método Robin Hood

Já ouviu com certeza falar no lendário Robin Hood, também conhecido como Robin dos Bosques. Este herói mítico inglês, que terá vivido no século XII, era um fora da lei que roubava da nobreza para dar aos pobres.

Aposto que o que ainda não percebeu é qual é a relação entre o método Robin Hood e a forma como lida com o seu corpo. Mas é muito simples. A maior parte das mulheres tem partes do corpo das quais não gosta e gostaria de disfarçar. Podem ser umas ancas mais largas, uma barriguinha ou pneus à volta da cintura, um peito demasiado pequeno ou uns ombros estreitos. Aliás, o que é perfeitamente compreensível, até porque ninguém é perfeita e nunca estamos satisfeitas com o que temos.

O que me entristece é ver mulheres que têm uma autoestima tão baixa, que se referem ao seu corpo como “nojento” ou “odeio-o” e apenas conseguem ver o lado negativo. A este propósito falei há pouco tempo no documentário “Embrace”, que recomendo o seu visionamento para quem gostaria de compreender melhor este problema transversal, presente em qualquer idade, cultura, raça ou condição social.

A este propósito gostaria de mencionar o comentário irónico da ex-modelo Cindy Crawford, quando afirmou: “Even I don’t wake up looking like Cindy Crawford”, ou seja “Mesmo eu não acordo parecida com a Cindy Crawford”. O que reforça o facto de que as imagens que vemos nas revistas e na televisão são o resultado de um trabalho de equipa – maquilhador, cabeleireiro, fotógrafo e stylist – e do recurso ao photoshop, utilizado na edição de imagem. E não vale a pena viver na ilusão de que as celebridades e as modelos são perfeitas porque não são. Elas também têm defeitos e inseguranças, tal como todas as mulheres.

Como aplicar o método Robin Hood

Em consultoria de imagem é frequente lidarmos com a autoestima das pessoas e perceber que nem sempre a forma como se vêem a si próprias (autoimagem) corresponde à imagem que os outros têm de si. As suas expetactivas são, por vezes, irrealistas e baseadas num princípio que é uma pura fantasia: ter o corpo perfeito para sentir-se bem consigo própria.

“A beleza começa no nomento em que você decide ser você mesma” Coco Chanel
Dicas de Estilo à la Robin Hood:
  • Coloque-se em frente a um espelho de corpo inteiro e questione-se: O que mais gosto no meu corpo? Para algumas mulheres é o peito ou os ombros, enquanto que para outras podem ser as pernas ou o rosto. Mas todas as pessoas têm atributos físicos que valorizam. Anote quais são.
  • Identifique agora quais são as partes do seu corpo, que gostaria de saber disfarçar.
  • Questione-se ainda de quais são as peças de roupa que a fazem sentir-se confiante e as que, pelo contrário, a deixam desconfortável. Muitas pessoas têm artigos há vários anos, que não acompanharam as mudanças do seu corpo ou compram roupa que não as favorece. Pode ter aumentado ou diminuído de peso, acumulado alguma gordura numa determinada zona do corpo ou ter ficado com o peito flácido depois de uma gravidez. O importante é saber que pode sentir-se bem e bonita em qualquer fase da sua vida.
  • Saiba que existe sempre uma solução indicada para si. As pessoas são diferentes e nem todas têm o mesmo tipo de corpo, estilo de vida, profissão e objetivos.
  • Liberte-se de todas aquelas peças que a fazem sentir-se insegura ou então veja qual é a melhor forma de as usar. Valorize-se!
“Ao longo dos anos aprendi que o mais importante num vestido é a mulher que o veste” Yves Saint Laurent
  • Tal como o Robin dos Bosques, roube a atenção das partes do corpo que pretende disfarçar, desviando o interesse visual para os seus pontos fortes, que podem ser a cintura, o decote ou as pernas. Neste caso, pode ser através do uso de um cinto com detalhes, de um colar ou lenço na zona do peito, de uma saia que deixe revelar as suas belas pernas ou de uns sapatos que vão ser a peça central do seu coordenado.
  • Lembre-se de que as cores mais vivas e claras, os padrões de grande dimensão, os materiais brilhantes e os detalhes (folhos, bordados, etc.) vão chamar a atenção para a zona do corpo em que os está a usar.
  • E, finalmente, saiba escolher o que é melhor para si e o que a deixa mais confortável. Nem tudo o que vê nas suas amigas ou nas revistas é indicado para si. A roupa deve fazê-la sentir-se bem e confiante e não o contrário.
“O meu corpo assume muitas formas diferentes ao longo da vida, mas o MAIS importante é o meu carácter” Taryn Brumfitt, fundadora do Body Image Movement
Rita Carvalho

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